NOSSA HISTÓRIA

A transferência da Capital para a região central do Brasil consta dos planos governamentais ainda no período do Império. É evidente que a questão da segurança nacional aventada anteriormente, não foi o fator determinante da empreitada empreendida pelo Presidente Juscelino Kubitschek, mas podemos considerar a integração nacional como o principal motivo da transferência da Capital para o Planalto Central, e hoje não se pode contestar que a centralização geográfica do Governo vem contribuindo para a efetiva ocupação do território nacional, levando o desenvolvimento e a presença do governo onde anteriormente não se fazia presente. O novo posicionamento da Capital diminuiu as distâncias entre o centro de decisões e os mais longínquos e pequenos pólos populacionais, contribuindo para a melhor disseminação das políticas nacionais.

Fica, portanto evidente que a transferência do Poder Central da Maçonaria Brasileira para Brasília, não poderia deixar de ocorrer, considerando-se as mesmas necessidades de integração e encurtamento das distâncias entre o centro das decisões nacionais maçônicas e as mais distantes Lojas Maçônicas do território nacional. É evidente que as mesmas resistências que se opuseram à empreitada do Presidente Kubitschek, também se manifestaram no seio da maçonaria, os argumentos eram os mais variados possíveis, como fatores históricos, políticos, econômicos, etc., mas nenhum desses argumentos pode suplantar a lógica que conduziu a ação de transferência da Capital Política para a Região Central do País.

Assim de 14 de abril de 1960, data em que foi criado o Estado da Guanabara, até 01 de agosto de 1978, data oficial da instalação do Grande Oriente do Brasil em Brasília, foram 18 anos de resistência a um fato que teria fatalmente que acontecer, independentemente da vontade dos Grão-Mestres que assumiram o comando da maçonaria brasileira nesse período, e de parte dos maçons cariocas, que por questões regionais, não conseguiam vislumbrar as necessidades de uma maçonaria nacional, que precisava crescer em todo o território nacional, e que além dessa necessidade de integração geográfica, não poderia, como a maior organização nacional de defesa da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade do povo brasileiro, ter seu Poder Central afastado do centro das decisões políticas nacionais. Esses fatores já haviam sido percebidos pela Assembléia Federal Legislativa do Grande Oriente do Brasil, tanto que a Constituição de 21 de abril de 1967, no Artigo 188, previu a transferência do Poder Central para o Distrito Federal, mas determinou que a sede do Poder Central permaneceria no Palácio do Lavradio por mais 10 anos, fundamentando: essa decisão no fato de ser pequeno o número de Lojas Maçônicas em Brasília naquela oportunidade, argumento usado por aqueles desejavam postergar essa transferência, sob a orientação do Grão-Mestrado Geral, fortalecidos pelo grande número de Deputados Federais cariocas, muitos representando Lojas dos mais distantes pontos do País, o que foi bastante contestado por aqueles que pretendiam a transferência imediata do Poder Central, argumentando, com: certa lógica, posteriormente-comprovada, que o próprio ato de transferência seria fator desencadeante desse necessário crescimento do número de Lojas Maçônicas no Planalto Central. Em 24 de junho de 1978, assume o Grão Mestrado Geral o Soberano Irmão Osíres Teixeira, Senador da República, já fixado em Brasília, que havia se comprometido em sua campanha, transferir a sede do Poder Central para Brasília, o que certamente foi um dos fatores determinantes de sua vitória. E finalmente, em 01 de agosto de 1978, é oficialmente transferido para Brasília o Poder Central do Grande Oriente do Brasil.

Assim toma posse como Grão Mestre Estadual no período de 1978 a 1986 o Eminente Ir:. Silvio Cláudio e também iniciam-se as atividades da Poderosa Assembéia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro - PAEL-RJ sendo o seu primeiro presidente o Eminente Ir:. Ivo Ramos de Mattos - CIM 65.220.
• Elaborar a Constituição Estadual;
• Elaborar o seu Regimento Interno;
• Elaborar leis de interesse do GOB-RJ;
• Fiscalizar atos do Poder Executivo a execução da Lei Orçamentária;
• Procurar sempre harmonizar-se com os demais Poderes;